segunda-feira, 30 de novembro de 2020

O Espírito de Jesus os impediu

 O Espírito de Jesus os impediu


Atos dos Apóstolos 16:17 - Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.

Diz Lucas que Paulo, Silas e Timóteo, ao planejar sua viagem missionária, tiveram uma experiência de “porta fechada” pelo Senhor: “Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu” (Atos 16:7).

Portas fechadas em nossa cara constituem, no mínimo, uma experiência frustrante. Às vezes, até humilhante e irritante. Oramos, pesquisamos, planejamos para no fim descobrir que o Senhor não nos abriu a porta. O objetivo de Paulo, afinal de contas, era bom: ele queria pregar da Bitínia. Porque então o “Espírito de Jesus os impediu”? Pela lógica humana, “se eu não o fizer ninguém mais vai querer fazer”. Bitínia ficou sem o Evangelho?

Anos mais tarde, o Apóstolo Pedro escreveu uma carta com endereço certo, a “eleitos de Deus” em vários lugares. Para nossa surpresa, também “para os escolhidos de acordo com o pré-conhecimento de Deus, Pai...” na Bitínia. Pelo jeito, Jesus impediu Paulo, mas escolheu algum outro pregador para ir à Bitínia. É essencial que nos lembremos disso. Aquele que abre e Aquele que feche são sempre o mesmo Jesus Cristo. O permitir e o negar não obedecem à nossa lógica, ainda que tenhamos as mais santas intenções. A história bíblica é sempre a mesma: quando Jesus fecha uma porta é porque, com ela aberta, ficamos impossibilitados de ver a porta certa, pela qual Cristo quer que entremos. Ele somente impede, porque vai permitir.

Pr. Olavo Feijó

Fonte:  http://devocionais.amoremcristo.com/artigo/963/o-esp%C3%ADrito-de-jesus-os-impediu

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Batizar-nos com o Espírito de Jesus

 O Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1, 7-11. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto.

Jesus apareceu na Galileia quando o povo judeu vivia uma profunda crise religiosa. Levavam muito tempo sentindo a distância de Deus. Os céus estavam “fechados”. Uma espécie de muro invisível parecia impedir a comunicação de Deus com o Seu povo. Ninguém era capaz de escutar a Sua voz. Já não havia profetas. Ninguém falava impulsionado pelo Seu Espírito.

O mais duro era essa sensação de que Deus os tinha esquecido. Já não os preocupava os problemas de Israel. Por que permanecia oculto? Por que estava tão longe? Seguramente muitos recordavam a ardente oração de um antigo profeta que rezava assim a Deus: “Oxalá rasgasses o céu e baixasses”.

Os primeiros que escutaram o evangelho de Marcos tiveram que ficar surpreendidos. Segundo o seu relato, ao sair das águas do Jordão, depois de ser batizado, Jesus “viu rasgar-se o céu” e experimentou que “o Espírito de Deus baixava sobre ele”. Por fim era possível o encontro com Deus. Sobre a terra caminhava um homem cheio do Espírito de Deus. Chamava-se Jesus e vinha de Nazaré.

Esse Espírito que desce sobre Ele é o alento de Deus que cria a vida, a força que renova e cura os vivos, o amor que transforma tudo. Por isso Jesus dedica-se a libertar a vida, a curá-la e a fazê-la mais humana. Os primeiros cristãos não quiseram ser confundidos com os discípulos de João Batista. Eles sentiam-se batizados por Jesus com o Seu Espírito.

Sem esse Espírito tudo se apaga no cristianismo. A confiança em Deus desaparece. A fé debilita-se. Jesus fica reduzida a um personagem do passado, o Evangelho converte-se em letra morta. O amor arrefece e a Igreja não passa de ser mais uma instituição religiosa.

Sem o Espírito de Jesus, a liberdade afoga-se, a alegria apaga-se, a celebração converte-se em rotina, a comunhão perde a força. Sem o Espírito a missão fica esquecida, a esperança morre, os medos crescem e o seguir Jesus termina em mediocridade religiosa.

O nosso maior problema é o esquecimento de Jesus e o descuido do Seu Espírito. É um erro pretender conseguir alcançar com organização, trabalho, devoções ou estratégias diversas o que só pode nascer do Espírito. Temos de voltar à raiz, recuperar o Evangelho em toda a sua frescura e verdade, batizar-nos com o Espírito de Jesus:

Não temos de nos enganar. Se não nos deixamos reavivar e recriar por esse Espírito, não temos nada importante que aportar à sociedade atual, tão vazia de interioridade, tão incapacitada para o amor solidário e tão necessitada de esperança.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/42-noticias/comentario-do-evangelho/505395-o-espirito-de-jesus-reflexao-de-jose-antonio-pagola

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

As Chaves Para o Entendimento da Bíblia Sagrada

Conheça as 15 Chaves Para o Entendimento
das Sagradas Escrituras

 
Introdução

A Bíblia  é  livro  mais  vendido  no  mundo.  Ano  após  ano  milhões  de  cópias são vendidas ou doadas. Embora a maioria dos livros antigos já foram esquecidos, a Bíblia continua a ser impressa mais que qualquer outro livro  e  está  disponível  em  mais  de  duas  mil  línguas.  Ela  ajudou  a  formar  a base para sociedade ocidental e moldou grande parte de sua perspectiva social, econômica e religiosa.

No entanto, apesar de sua popularidade, a Bíblia também tem sido corretamente descrita como o  livro mais incompreendido do mundo. Embora milhões de pessoas sejam leitores da Bíblia,muitos acham difícil entendê-la. Alguns chegam a desistir de tentar, pensando que ela é muito confusa.

Talvez  você  tenha  sido  um  daqueles    que    encontraram    dificuldade em compreender a Bíblia. E talvez você desejasse saber  como  aplicar  melhor  os  seus  princípios  eternos  e  usá--los  para  construir  um  relacionamento  correto  com  o  autor  da Bíblia, o nosso Criador.

Como você pode se tornar uma dessas pessoas que de fato entende o que as Escrituras dizem?

Vamos  buscar  na  Bíblia  essa  resposta.  Ela  revela  formas  de  compreender  melhor  a  sua  mensagem  para  a  humanidade.  Ao  longo  das  páginas  da  Bíblia  existem  princípios  que,  quando  aplicados,  podem  ajudar  a  sua  compreensão. Vamos agora explorar um número de chaves importantes que ajudarão a abrir esse livro dos livros para sua compreensão.

As Chaves Para o Entendimento

1 - Orar por entendimento.
Antes mesmo de começar a estudar, peça a Deus para lhe guiar e mostrar a Sua vontade. Lembre-se que é o Criador que dá a verdadeira compreensão através da Sua Palavra. Você não pode ganhar isso por conta própria (Salmos 119:33-40; Provérbios 3:5-8; Jeremias 9:23-24).

 2 - Manter a mente aberta.
Esteja disposto a admitir e
mudar quando estiver errado, mesmo que isso signifique abrir mão de uma antiga crença ou tradição. Se você conseguir aplicar com sucesso esse princípio único, você estará muito à frente na busca da verdade espiritual (Atos 17:11, Isaías 8:20).

3 - Buscar humildemente instrução e correção.
Aproxi
me-se da Bíblia com uma atitude humilde e disposta a aprender. A Palavra de Deus julga os nossos mais íntimos pensamentos. Ela pode nos mostrar quem somos realmente. Ela pode revelar cada falha em nosso caráter. Então, esteja pronto para aceitar a sua correção (Jeremias 10:23-24; Isaías 66:1-2, 5; Romanos 8:6-9; Mateus 5:48).

4 - Aceitar a inspiração de toda a Bíblia.
A Bíblia
inteira, tanto o Antigo e o Novo Testamento, é a Palavra inspirada de Deus. Ao estudá-la, tenha em mente que Ele inspirou as palavras que você está lendo, Deus está falando diretamente a você através dela (2 Pedro 1:21; Filipenses 2:5; João 6:63)..

5 - Planejar um tempo para estudar regularmente.
É
fácil deixar que as preocupações cotidianas interfiram, por isso agende um horário de estudo e tente segui-lo. Com o tempo você vai buscar algo muito além dessa experiência diária (Efésios 5:15 -17).

6 - Deixar que a Bíblia interprete a si mesma.
Se algo
parece confuso ou mesmo contraditório, deixe que as passagens bíblicas lancem luz sobre o que você achar difícil de entender. As Escrituras não se contra-dizem; elas se complementam. Além disso, para compreender corretamente um versículo da Bíblia, você não deve impor seu próprio ponto de vista sobre ele. Em vez disso use o contexto e outras escrituras relevantes para encontrar o significado correto (2 Pedro 1:20; João 10:35; 17:17; Isaías 28:9-10).

7- Usar Tópicos de estudo.
Concentre-se, em várias ocasiões, sobre um assunto, doutrina ou livro. Use uma concordância ou ajuda de outros estudos para unir todas as escrituras relevantes sobre um assunto. Isto irá permitir a você entender tudo o que Deus tem a dizer sobre um determinado tópico (2 Timóteo 2:15). Para obter ajuda, solicite o nosso Curso de Estudo Bíblico gratuito.

8 - Ler toda a Bíblia. Percorra a Bíblia de capa a capa.
Ao
ler cada seção da Bíblia você conseguirá ter uma familiaridade e perspectiva ampla que o ajudará a contestar ideias preconcebidas sobre assuntos doutrinários

9 - Comparar as diferentes traduções.
A Bíblia foi escrita em línguas antigas, e estudiosos ocasionalmente divergem sobre como certos versículos devem ser traduzidos hoje. A tradução literal é geralmente preferida, mas uma tradução de equivalência dinâmica ou de paráfrase tem às vezes uma vantagem para captar a intenção de antigas figuras de linguagem. Também devemos estar cientes de que ideias doutrinárias pre-concebidas podem ter influenciado a tradução. Uma comparação de versões da Bíblia nos informarão sobre as divergências na traduções e nos ajudarão a resolvê-las.

10 - Usar corretamente os auxílios bíblicos.
Vários recursos de estudo bíblico são bastante úteis. Estes podem fornecer um valioso contexto histórico ou direcioná-lo para outras escrituras que dão clareza ao que você está lendo. Os recursos incluem concordâncias, léxicos, dicionários, mapas e comentários. No entanto, tenha sempre em mente que tais recursos não são as Escrituras e podem conter erros.

11- Procurar a orientação da Igreja de Deus.
É
sempre melhor procurar ajuda de pessoas qualificadas em qualquer campo de estudo. Deus comissionou Seus servos a orientar as pessoas para uma melhor compreensão da Sua Palavra. Se você tiver dúvidas, não hesite em entrar em contato conosco. Oferecemos publicações gratuitas e recursos numa ampla variedade de temas bíblicos (Provérbios 11:14; Neemias 8:8; Atos 8:30-31; 18:26; Romanos 10:14 -15).


12 - Tomar notas.
Guardar as anotações e os comentários explicativos em sua Bíblia, num livro de apontamentos ou num computador. Isso vai ajudá-lo a lembrar das ideias chaves ou das escrituras relacionadas. Algumas pessoas usam um sistema de marcação, com cores ou símbolos, para acompanhar os versículos chaves por categorias (doutrina, admoestação, profecia, etc.) Isso pode ajudá-lo a economizar tempo quando procurar uma determinada seção das Escrituras.

13 - Rever e meditar.

Reserve um tempo para refletir sobre o que você tem aprendido. Se algo parece difícil de entender, tome algum tempo para analisar o seu significado, usando o que você já aprendeu como ponto de partida. Reflita sobre o que a Bíblia está dizendo e de como você pode aplicar os versículos em sua vida cotidiana (Salmos 1:1-3; 119:97-99; 139:17-18).

14 - Obedecer a Palavra de Deus e prová-la corretamente.
Coloque a Palavra de Deus à prova, praticando as coisas que você está aprendendo. Reconhe-ça como Seus caminhos trazem mudanças positivas em sua vida. A melhor maneira de saber como os mandamentos e os ensinamentos de Deus podem trazer a verdadeira paz e bênção é vivendo-os (Salmo 111:10; 1 João 3:22; João 10:10; 8:31-32; Malaquias 3:10).

15 - Manter-se firme.
Depois de ter comprovado que algo é verdade, não permita ser facilmente convencido do contrário. Enquanto novas evidências podem suplantar a sua conclusão anterior, isso deve ser o resultado de um estudo sério da Palavra de Deus. E sempre tome cuidado, porque os falsos professores podem levá-lo ao erro. Peça a Deus para ajudá-lo a permanecer fiel aos Seus ensi-namentos (1 Tessalonicenses 5:21; 2 Timóteo 3:13-15; Colossenses 1:22-23; Salmo 119:10-16).

Fonte: https://portugues.ucg.org/ferramentas-de-estudo-da-biblia/guias-de-estudo/como-voce-pode-entender-a-biblia-0

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

A Ação do Espírito de Jesus Cristo

Compartilho com vocês queridos irmãos, mais um livro em que afirma-se que o Espírito Santo é o Espírito de Jesus Cristo. O livro se chama "Teologia Para o Cristão de Hoje - A Resposta de Deus em Jesus Cristo - Volume 2". Escrito pelo Instituto Diocesano de Ensino Superior de Würzburg. Lançado pela editora Loyola em 1977. Segue abaixo os textos mais importantes sobre o tema e em seguida as fotos com o texto da Nona Lição nas páginas 157, 159, 160, 162, 163, 164, 165, 166, 168,169, 170, 171, 178, 179, 180, 191, 192, 193.

Introdução

Vamos agora considerar a ação libertadora e redentora que Jesus exerceu entre os homens. Nós muitas vezes, a vemos no Novo Testamento posta em relação com o "Pneuma", ou seja, em nossa língua, com o "Espírito Santo". A ação deste Espírito, que procede de JESUS, leva os homens, primeiramente, a ter fé em Jesus; em seguida, impele-os a segui-lo.

Sumário

1. A AÇÃO DO ESPÍRITO DE JESUS CRISTO

1.15 A atuação de Jesus Cristo no Espírito
1.16 Espírito de Cristo - Espírito dos Cristãos
1.24 A Plenitude do Espírito em Cristo
1.3 Jesus Cristo e o Espírito de Deus

2. OS EFEITOS DO ESPÍRITO DE JESUS CRISTO: A FÉ

2.37 O Espírito de Cristo a causa que possibilita a fé
2.38 A fé como dom mediado por Cristo
 

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1. A AÇÃO DO ESPÍRITO DE JESUS CRISTO

Se perguntamos a um cristão de nossos dias o que entende por "Espírito", isto é, por "Espírito Santo" é de se esperar que ele nos responda: O Espírito Santo é a terceira pessoa divina. Pois, Deus é Pai, Filho e Espírito Santo; um Deus em três pessoas. No entanto, foi a partir do século IV da nossa era que a igreja formulou esta resposta da fé católica. (Falaremos disso na lição 10)

Entre os primeiros cristãos, "Espírito" (no grego "pneuma") significava primeiramente uma experiência que eles haviam feito no contato com Jesus, ou seja, na fé em Jesus. Somente a pouco e pouco, pela reflexão da experiência, é que os cristãos compreenderam, que o Espírito Santo era uma realidade em Deus, mas não idêntica, sob todos os aspectos, ao Pai e ao Filho.

De que índole terá sido essa experiência , que os primeiros cristãos exprimiram com palavra "Espírito"? Era a experiência de algo novo que, partindo de Cristo, se apossava do íntimo deles, transformando-os em outros homens.

Finalmente, e antes de tudo, é preciso que perguntemos: se a ação do Espírito foi experimentada através de Jesus, qual é a relação existente entre Cristo e o Espírito? Está pergunta nos leva ao testemunho do Novo Testamento, o qual nos diz que Jesus Cristo possui a plenitude do Espírito e que sua ação redentora consiste, a bem dizer, na comunicação do Espírito renovador.

"Ouvindo isto,  foram batizados em nome do Senhor Jesus." (Atos 19:5). É difícil dizer hoje com exatidão o que eles entendiam por "falar em diversos idiomas e profetizar".

Mas é precisamente Paulo que vê a ação do Espírito de uma maneira muito mais ampla. No seu pensar, o Espírito é a poderosa irradiação do poder do Senhor Jesus Cristo, que sustenta toda a vida do cristão e transforma. O Espírito é de alguma forma o resplendor, que se difunde do Cristo ressuscitado e glorioso, que atinge os homens, que neles penetra, unindo-os a Cristo.

O cristão todo é, ou melhor, deve ser um homem que se deixar guiar pelo Espírito de Cristo, um homem "espiritual": "Pois todos que são guiados pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus" (Romanos 8:1-17).

Paulo reconhece uma ação particularmente vigorosa do Espírito em sua atividade missionária. Pois Paulo mesmo se sabe chamado para a pregação aos gentios. Se anuncia a mensagem sobre Jesus Cristo aos gentios, não se faz confiando em sua própria eloquência, mas sim na força do Espírito de Cristo, que opera poderosamente em suas Palavras, ver (1 Coríntios  2:13). O Espírito de Cristo faz com que a palavra de pregação não seja palavras de homens, senão palavras eficaz de Deus, comparar com (1 Tessalonicenses 2;13).

Também João descreve o Espírito como força que procede de Jesus Cristo e une a Ele. Pela palavra "Espírito" a comunidade primitiva designa o influxo que dimana de Cristo sobre os homens, atingindo-os internamente para levá-los a uma nova maneira de viver.

Mas em tudo isso, o ponto decisivo é que o Espírito procede de Jesus Cristo que o possui em plenitude. Jesus foi transformado pelo Espírito de Deus e elevado ao estado definitivo da vida (Romanos 8;11). Nele se encontra a plenitude, a perfeição da ação de Deus, por meio de seu Espírito. Assim o Espírito de Deus torna-se o Espírito de Cristo. 

"O Senhor é Espírito", e de outra parte, a experiência cristã percebe o Espírito como o outro, que procede de Jesus Cristo, que é comunicado por Ele. Cristo comunicando-nos seu Espírito transformador, comunica-se-nos a si mesmo. Faz-se presente a nós pelo Espírito, pelo Espírito vem a nós, e permanece em nós. Assim, tudo o que dizemos da ação do Espírito, podemos considera-lo como ação de Cristo através do seu Espírito.

A partir desses dados explica-se também um fato curioso. Nela nunca vemos alguém dirigir-se ao Espírito. Pede-se que o Pai ou Cristo no-lo concedam, mas nunca se reza ao Espírito. Reza-se ou clama-se a Deus nele, age-se por sua força e por seu impulso. Mas o Espírito não parece ser alguém que tenha rosto próprio, e a que se possa dirigir a oração. Sua ação é sempre ação do Pai ou do Filho através do Espírito.

Na Igreja antiga e também em nossos dias, percebemos que o Espírito de Cristo na experiência de Jesus Cristo não é um estranho para nós, como um interessante personagem do passado, mas que nos envolve diretamente com sua personalidade e sua mensagem, cativando-nos e incentivando-nos a nos relacionarmos com Ele. Num sentido profundo, isto que dizer crermos em sua palavra e sua pessoa.

A palavra da pregação é acompanhada pela ação do Espírito de Cristo. É na origem da Igreja que podemos ver mais claramente como a palavra da pregação e a resposta da fé se fundem no Espírito de Cristo.

 Portanto, não podemos dizer que a ação de Cristo supõe a fé, mas antes devemos dizer, que ela é dom do Cristo vivente, que comunica o Espírito.

A luz, que irradiando da presença pneumática de Jesus, resplandece em nosso corações e desperta a fé, transforma-nos internamente na imagem de sua glória e reflete a mesma em nós. No momento em que começamos a crer, algo acontece em nós ocultamente: começamos a participar do Seu Espírito, da sua glória. Tornamo-nos "uma nova criatura". (2 Coríntios 4:6); (2 Coríntios 1:22); (2 Coríntios 5;17).

Donde recebe a fé esta certeza de viver uma nova criação, em meio a um mundo, que não se pode dizer perfeito, inabalável, concluído? Ela tira esta certeza de experiência de que é obra do Espírito de Cristo pelo fato de poder nesse mundo crer com toda confiança, esperar e amar, de poder nesse mundo poder invocar Deus como Pai. Cristo age no cristão pelo seu Espírito para leva-lo a plenitude, na qual Ele mesmo já vive.

 Em outra palavras: Não somos nós que nos apoderamos da plenitude, do Espírito de Cristo, pelo fato de nos termos decidido, por exemplo, a colocar toda nossa esperança na mensagem de Cristo. Pelo contrário, o fato de Ele já nos ter cativado é que nos faz tender à plenitude vindoura, que nos é prometida pela palavra de Cristo. (Filipenses 3:12-14).

O cristão percebe pela fé que é cativado e movido pelo Espírito de Cristo, que tudo renova e leva a realização. Ele se torna capaz de agir pela fé, partindo de um mistério mais profundo, que a experiência não pode atingir.

Uma genuína decisão da fé sabe que é estimulada e alicerçada pela ação do Espírito de Cristo vivo, ação que essa transcende a nossa experiência. 

A comunidade primitiva tinha viva consciência de estar autorizada a formular uma nova compreensão deste seguimento: porque tinha a convicção que o próprio Espírito de Cristo, agia na sua fé.

Apresentamos aqui alguns destaques sobre o tema, para ler todo o texto, vejam as fotos abaixo contendo o material com os principais destaques do livro.

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito de Jesus Cristo

O Espírito Santo é o Espírito de Jesus Cristo

O Espírito Santo é o Espírito de Jesus Cristo

O Espírito Santo é o Espírito de Jesus Cristo

O Espírito Santo é o Espírito de Jesus Cristo

O Espírito Santo é o Espírito de Jesus Cristo


Fonte: https://o-espirito-de-jesus-cristo.blogspot.com

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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

O Espírito de Cristo e sua autoridade

O Espírito Santo

O Espírito Santo é a presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. É Deus revelando Sua pessoa e vontade ao homem. O Espírito, portanto, é a voz da autoridade divina. É o Espírito de Cristo, e sua autoridade é a vontade de Cristo. Visto que as Escrituras são produto de homens que, inspirados pelo Espírito, falaram por Deus, a verdade da Bíblia expressa a vontade do Espírito, compreendida pela iluminação do mesmo.

Ele convence os homens do pecado, da justiça e do juízo, tornando, assim, efetiva a salvação individual, através da obra salvadora de Cristo. Ele habita no coração do crente, como advogado perante Deus e intérprete para o homem. Ele atrai o fiel para a fé e a obediência e, assim, produz na sua vida os frutos da santidade e do amor.

O Espírito procura alcançar vontade e propósito divinos entre os homens. Ele dá aos cristãos poder e autoridade para o trabalho do Reino e santifica e preserva os redimidos, para o louvor de Cristo; exige uma submissão livre e dinâmica à autoridade de Cristo, e uma obediência criativa e fiel à palavra de Deus.

O Espírito Santo é o próprio Deus revelando sua pessoa e vontade aos homens. Ele, portanto, interpreta e confirma a voz da autoridade divina.

O sacerdócio do crente


Cada homem pode ir diretamente a Deus em busca de perdão, através do arrependimento e da fé. Ele não necessita para isso de nenhum outro indivíduo, nem mesmo da Igreja. Há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus. Depois de tornar-se crente, a pessoa tem acesso direto a Deus, através de Jesus Cristo. Ela entra no sacerdócio real que lhe outorga o privilégio de servir a humanidade em nome de Cristo. Deverá partilhar com os homens a fé que acalenta e servi-los em nome e no Espírito de Cristo. O sacerdócio do crente, portanto, significa que todos os cristãos são iguais perante Deus e na fraternidade da Igreja local.

Cada cristão, tendo acesso direto a Deus através de Jesus Cristo, é seu próprio sacerdote e tem a obrigação de servir de sacerdote de Jesus Cristo em benefício de outras pessoas.

O cristão e seu lar

O lar foi constituído por Deus como unidade básica da sociedade. A formação de lares verdadeiramente cristãos deve merecer o interesse particular de todos. Devem ser constituídos da união de dois seres cristãos, dotados de maturidade emocional, espiritual e física e unidos por um amor profundo e puro. O casal deve partilhar ideais e ambições semelhantes e ser dedicado à criação dos filhos na instrução e disciplina divinas. Isso exige o estudo regular da Bíblia e a prática do culto doméstico. Nesses lares o Espírito de Cristo está presente em todas as relações da família.

As Igrejas têm a obrigação de preparar jovens para o casamento, treinar e auxiliar os pais nas suas responsabilidades, orientar pais e filhos nas provações e crises da vida, assistir àqueles que sofrem em lares desajustados, e ajudar os enlutados e encanecidos a encontrarem sempre um significado na vida.
O lar é básico, no propósito de Deus, para o bem-estar da humanidade, e o desenvolvimento da família deve ser de supremo interesse para todos os cristãos.


Fonte: http://www.convencaobatista.com.br/siteNovo/pagina.php?MEN_ID=21

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13 dicas para ler a Bíblia Sagrada de forma libertadora

 “Quando oramos, falamos a Deus. Quando lemos as Sagradas Escrituras, é Deus quem nos fala.”

Você tem 7 chaves que abrem o seu coração para ler a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. Estas chaves são fáceis de se encontrar, pois elas estão simbolizadas em seu próprio corpo.

Com as “Sete Chaves”, você encontra a Palavra de Deus que está na Bíblia e na vida e entenderá melhor o sentido escondido atrás das palavras.

Veja só:

1) Pés: Bem plantados na realidade.

Para ler bem a Bíblia é preciso ler bem a vida, conhecer a realidade pessoal, familiar e comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer também a realidade na qual viveu o Povo da Bíblia. A Bíblia não caiu do céu prontinha. Ela nasceu das lutas, das alegrias, da esperança e da fé de um povo (Ex 3,7).

2) Olhos: Bem abertos.

Um olho deve estar sobre o texto da Bíblia e o outro sobre o texto da vida. O que fala o texto da Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e está na vida. Precisamos ter olhos para enxergá-la.

3) Ouvidos: Atentos, em alerta.

Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o seu irmão.

4) Coração: Livre para amar.

Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e ao próximo pode entender o que Deus fala na Bíblia e na vida. Coração pronto para viver em conversão.

5) Boca: Para anunciar e denunciar.

Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu a palavra de Deus e a vida.

6) Cabeça: Para pensar.

Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler a Bíblia e ler também outros livros que nos expliquem a Bíblia.

7) Joelhos: Dobrados em oração.

Só com muita fé e oração dá para entender a Bíblia e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao Espírito Santo para entender a Bíblia.

Mas como usar estas 7 chaves? Seguindo estas outras 6 regras de ouro para ler a Bíblia:

8) Leia-a todos os dias.

Quando tiver vontade e quando não tiver também. É como um remédio, com ou sem vontade tomamos porque é necessário.

9) Tenha uma hora marcada para a leitura.

Descobrir o melhor período do dia para você e fazer dele a sua hora com Deus.

10) Marque a duração da leitura.

Estabeleça quantos minutos ao dia você vai dedicar à leitura da Bíblia e respeite sempre esta duração.

11) Escolha um bom lugar.

É bom que se leia no mesmo lugar todos os dias. Deve ser um lugar tranquilo, silencioso que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Se, num determinado dia, não se puder fazer o trabalho na hora marcada e no lugar escolhido, não faz mal. Em qualquer lugar e em qualquer hora devemos ler. O importante é que se leia todos os dias.

12) Leia com lápis ou caneta na mão.

Sublinhe na sua Bíblia e anote no seu caderno as passagens mais importantes,tudo o que chamar a sua atenção, as coisas que Deus falou ao seu coração de modo especial. Isto facilita encontrar as passagens quando precisar delas.

13) Faça tudo em espírito de oração.

Quando se lê a Bíblia, faz-se um diálogo com Deus; você escuta, você se sensibiliza, você chora. É um encontro entre duas pessoas que se amam.

“Quando oramos, falamos a Deus. Quando lemos as Sagradas Escrituras, é Deus quem nos fala.”

Fonte: Comunidade Shalom

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