O Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1, 7-11. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.
Eis o texto.
Jesus apareceu na Galileia quando o
povo judeu vivia uma profunda crise religiosa. Levavam muito tempo
sentindo a distância de Deus. Os céus estavam “fechados”. Uma espécie de
muro invisível parecia impedir a comunicação de Deus com o Seu povo.
Ninguém era capaz de escutar a Sua voz. Já não havia profetas. Ninguém
falava impulsionado pelo Seu Espírito.
O mais duro era essa
sensação de que Deus os tinha esquecido. Já não os preocupava os
problemas de Israel. Por que permanecia oculto? Por que estava tão
longe? Seguramente muitos recordavam a ardente oração de um antigo
profeta que rezava assim a Deus: “Oxalá rasgasses o céu e baixasses”.
Os primeiros que escutaram o evangelho de Marcos tiveram que ficar surpreendidos. Segundo o seu relato, ao sair das águas do Jordão, depois de ser batizado, Jesus “viu
rasgar-se o céu” e experimentou que “o Espírito de Deus baixava sobre
ele”. Por fim era possível o encontro com Deus. Sobre a terra caminhava
um homem cheio do Espírito de Deus. Chamava-se Jesus e vinha de Nazaré.
Esse
Espírito que desce sobre Ele é o alento de Deus que cria a vida, a
força que renova e cura os vivos, o amor que transforma tudo. Por isso
Jesus dedica-se a libertar a vida, a curá-la e a fazê-la mais humana. Os
primeiros cristãos não quiseram ser confundidos com os discípulos de João Batista. Eles sentiam-se batizados por Jesus com o Seu Espírito.
Sem
esse Espírito tudo se apaga no cristianismo. A confiança em Deus
desaparece. A fé debilita-se. Jesus fica reduzida a um personagem do
passado, o Evangelho converte-se em letra morta. O amor arrefece e a
Igreja não passa de ser mais uma instituição religiosa.
Sem o
Espírito de Jesus, a liberdade afoga-se, a alegria apaga-se, a
celebração converte-se em rotina, a comunhão perde a força. Sem o
Espírito a missão fica esquecida, a esperança morre, os medos crescem e o
seguir Jesus termina em mediocridade religiosa.
O nosso maior
problema é o esquecimento de Jesus e o descuido do Seu Espírito. É um
erro pretender conseguir alcançar com organização, trabalho, devoções ou
estratégias diversas o que só pode nascer do Espírito. Temos de voltar à
raiz, recuperar o Evangelho em toda a sua frescura e verdade,
batizar-nos com o Espírito de Jesus:
Não temos de nos enganar. Se
não nos deixamos reavivar e recriar por esse Espírito, não temos nada
importante que aportar à sociedade atual, tão vazia de interioridade,
tão incapacitada para o amor solidário e tão necessitada de esperança.
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/42-noticias/comentario-do-evangelho/505395-o-espirito-de-jesus-reflexao-de-jose-antonio-pagola
Sob a ação do Espírito de Jesus
O Espírito de Cristo é aquele que se manifesta como uma força salvífica
É o Espírito de Jesus quem nos ensina a orar
O Espírito de Cristo Jesus deve ter a oportunidade de nos falar quando lemos a Bíblia
O Espírito de JESUS CRISTO
O Senhor Jesus é o Espírito Santo
O ESPÍRITO DE CRISTO
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