terça-feira, 1 de dezembro de 2020

O Espírito de Jesus Cristo que está em nós

O Evangelho do Reino de Deus!
Você realmente o conhece?
Ou pensa que sim?

Como dissemos no artigo anterior, sem a morte de Jesus nas condições que foi, sem pecado, seria impossível para o homem ter um modelo a seguir, e consequentemente, herdar o reino do mundo. É por isso que Ele é o centro do evangelho do reino de Deus:

Hebreus 9:15 – Por isso mesmo, Ele é o mediador da nova aliança, afim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sobre a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que tem sido chamados.”

Jesus não morreu apenas para perdoar pecados, mas para viabilizar o cumprimento da promessa aos que creem no que Ele fez a ponto de o imitarem, ou seja, não pecar até o fim! Perceba que, sem o sacrifício de Jesus, não há posse da herança. A primeira aliança só apontava os nossos erros. Porém, há uma nova aliança em Cristo, para a antiga promessa. Portanto, a revelação para esse tempo é que Jesus morreu, principalmente, para que os filhos recebam a herança prometida, aleluia!

Hebreus 11:39,40 – “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”.

Muitos receberam a promessa, mas não a concretizaram, pois morreram antes. Há 4.000 anos, Abraão tem esperado pela concretização dessa promessa; e Paulo, há 2.000 anos. A responsabilidade da Igreja desse tempo é enorme, porque essa “…coisa superior” que nos cabe é o Espírito de Jesus que está em nós, liberado a partir de Sua glorificação. Note que a conquista dos filhos em santidade aqui na terra, aperfeiçoa os filhos que já morreram, pois o corpo é um só (como veremos no próximo artigo), e todos estes dependem de nós para serem aperfeiçoados.

Nós, a Igreja do tempo do fim, sem mácula e sem mancha como a Noiva deve ser, somos os instrumentos atuais para conduzir a Igreja de Jesus de todos os tempos ao desfecho planejado por Deus. A vitória é coletiva, como numa equipe para uma corrida de revezamento, em que apenas um cruza a linha de chegada em primeiro lugar, mas toda a equipe é premiada! Eles agiam sob o Espírito de Cristo, como membros do corpo e nós, sob a ação do Espírito de Jesus, a partir de sua morte e glorificação. Veja:                  

Gálatas 3:13,14 – Cristo nos resgatou da maldição da Lei, tornando-se ele próprio maldição por nós, como diz a Escritura: “Maldito seja todo aquele que for suspenso no madeiro.” 14Isso aconteceu para que, em Jesus Cristo, a bênção de Abraão se estendesse aos pagãos e para que nós recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.”.

Jesus resistiu sem pecado até o fim, morreu e venceu para que a promessa que Abraão recebeu chegasse aos gentios, através da liberação do Seu espírito, na morte. É por isso que Sua morte tem tudo a ver com a promessa feita a Abraão.

João 7:39 Isto ele disse com respeito ao espírito que haviam de receber os que Nele cressem; pois o espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado“.

Eis o espírito prometido! Ele é a base da nova aliança! Note que o Espírito de Jesus está reservado aos que possuem fé para crer, não apenas Nele mas, principalmente, no que Ele Fez! Quando a obra de edificação da Igreja que Jesus está realizando se completar, Ele terá constituído para o Pai um reino sacerdotal fiel pronto para fazer cumprir, na terra, toda a Sua vontade. Veja:

Apocalipse 5:9,10 – …e entoavam novo cântico dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra”.

Este texto reafirma que Jesus, não só morreu na cruz para justificar os filhos de Deus, mas também para reunir os filhos de todos os tempos e constituí-los sacerdotes sobre um reino! Veja que o texto é profético: esse reino é a terra!

Muitos cristãos estão sem meta definida, sem alvo, pois não entenderam ainda que nasceram para conquistar um reino. Só servem a Jesus apenas para se livrar de um suposto “inferno”, mas os filhos vencedores reinarão para sempre, com Cristo!

A Descendência Herdeira da Promessa

A promessa de Deus a Abraão e a sua descendência é múltipla, incluindo um território específico, na terra. Os crentes espiritualizaram a herança dos santos durante séculos, crendo que seremos como almas soltas no espaço chamado “céu”, mas temos sido levados pela Palavra de Deus, nesse tempo, a enxergar a terra prometida como herança aos judeus e, posteriormente, a nós, gentios. Veja:

Gênesis 15:18 – “Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates.”

Quando Deus fez a promessa, o nome de Abrão ainda não havia sido mudado, pois não havia ainda, intimidade entre eles. Repare que a promessa foi feita com limites definidos e medidas reais!

Deus não faz promessas vagas! Abraão nasceu em Ur, dos caldeus, atual Iraque. A terra prometida a Abraão e a sua descendência corresponde, mais ou menos, à metade do território brasileiro. Essa terra nunca foi totalmente conquistada até hoje, sendo alvo de disputas ferrenhas pelos povos árabes, pois eles sabem o que está reservado para ela. Todos os Filhos que forem fiéis até fim, terão um lugar ali! Ao falarmos de um descendente e esse ser Cristo, logo alguns podem pensar tratar-se da pessoa de Jesus, sem considerar a verdade bíblica que nos afirma ser Cristo um corpo de muitos membros:

Gálatas 3:16 – “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.”

A expressão não diz: “…aos seus descendentes”, como sendo Isaque e Ismael, mas somente Isaque, que gerou a Jacó, berço de Israel. Esaú, a outra vertente, gerou o povo árabe, que persegue Israel até hoje e está sempre em guerra.

Se é um só, então estamos fora da promessa? Não. Jesus é o descendente. Como isso chega em nós? “Cristo” não é um sobrenome de Jesus, pois Cristo é a unção que estava sobre Ele, já que o termo significa “Ungido”. Quem tem Cristo, tem a unção: a Igreja.

I Coríntios 12:12 – “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.”

Como podemos ver, Cristo é um corpo de muitos membros. Assim como no nascimento de um corpo humano, o que vem primeiro é a cabeça.  Semelhantemente, Cristo também vem à frente e nós somos os membros. Mas não somos, cada um de nós, um Cristo. Estamos inseridos em um mesmo espírito, no corpo. E todo o corpo recebeu, da parte de Deus. a promessa de herdar a terra, para sempre, feita a Abraão!

Efésios 1:21-23 – “E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.”

O Espírito de Cristo Jesus

A Igreja é o corpo de Cristo e Jesus é a cabeça do Cristo. Então, Cristo é a “unção” que Jesus compartilha conosco, seus irmãos, pois quem tem o espírito, tem a unção e também é participante de Cristo. O que recebe o Espírito de Jesus recebe as mesmas qualidades e possibilidades de aperfeiçoamento e poder que Jesus recebeu, pois nós temos o que Jesus tinha, conforme João 17:21-23, que diz:

“…a fim de que todos sejam um, e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós…Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos. Eu neles, e tu em mim, afim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”.

Deste modo, o Cristo é o corpo composto por Jesus e os filhos de Deus vencedores, ungidos por ele, sob a condição de crermos na promessa até o fim; veja:

Hebreus 3:14 – “Porque nos temos tornado participantes de Cristo se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que desde o princípio tivemos.”

…nos temos tornado” denota um processo de transformação. O “se” é uma condicional indispensável. O “…até ao fim” demonstra que o processo não está sacramentado ainda. Crer com longanimidade significa crer hoje, amanhã, depois. É alongar o ânimo.  Confirmamos então que o descendente, na verdade são muitos, inclusos os que não são judeus (gentios); desde que vivam em obediência ao Espírito de Cristo:

Gálatas 3:29 – “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”

Você é de Cristo? Se for, está dentro da promessa. Muitos amados cristãos nem sabem que são herdeiros dessa promessa. O critério que identifica e credencia a descendência de Abraão é a fé na promessa:

Romanos 4:13 – “Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé.”

Como descendência de Abraão, em Cristo, tomaremos posse da promessa e herdaremos o mundo! Aleluia!

“E com Abraão herdaremos a terra santa, tomaremos posse de uma herança eterna sem fim,  porque somos filhos de Abraão, pois temos a sua mesma fé”  (Justino o mártir diálogo com Trifão 119: 5/ 150-160 d.C.).

“Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA..”

Artigo nº 08

Fonte: https://www.evangelhoperdido.com.br/jesus-nao-morreu-apenas-para-perdoar-pecados

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